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Estudo aponta biomassa residual como vetor estratégico para o hidrogênio e o desenvolvimento regional da Bahia

há 10 minutos
2 min de leitura

A transformação de resíduos agrícolas, florestais, urbanos e industriais em hidrogênio de baixa emissão de carbono pode ampliar as oportunidades da transição energética na Bahia, conciliando descarbonização, inovação tecnológica e desenvolvimento socioeconômico. Estudo apresentado, durante o 2º IBEM, em Salvador, analisa o potencial regionalizado da biomassa residual no estado e sua complementaridade com as fontes solar e eólica, destacando caminhos para diversificar a matriz energética, fortalecer cadeias produtivas locais e gerar emprego e renda no interior.



Do setor sucroalcooleiro à dendeicultura e à mandioca, resíduos podem impulsionar uma nova bioeconomia


Com abordagem qualitativa e exploratória, baseada em análises documentais, bibliográficas e geoespaciais, a pesquisa integra informações do Atlas H₂V Bahia (2023) e da Nota Técnica da EPE (2025) para identificar fontes de biomassa e avaliar seu potencial produtivo nas macrorregiões baianas. Entre as rotas tecnológicas consideradas estão a gaseificação da biomassa e a reforma do biometano e do etanol, processos que podem aproveitar matérias-primas renováveis e, quando integrados a fontes limpas de eletricidade, contribuir para reduzir as emissões de carbono.


O setor sucroalcooleiro se destaca pela escala de produção e pelo avanço tecnológico associado à reforma do etanol, enquanto os resíduos da dendeicultura e da mandiocultura apresentam oportunidades para descentralizar a produção energética e estimular economias locais. O Recôncavo Baiano também é apontado como região estratégica para o desenvolvimento dessas cadeias. Ainda em fase teórica e analítica, o estudo oferece subsídios para futuras pesquisas experimentais e para políticas públicas alinhadas ao Plano Estadual para a Economia do Hidrogênio Verde (PLEH₂V), com possíveis aplicações na indústria química, na produção de fertilizantes de baixo carbono e nos transportes. Ao transformar materiais que seriam descartados em recursos energéticos, a proposta aproxima a bioeconomia dos princípios da transição energética justa, vinculando competitividade, aproveitamento de resíduos e redução das desigualdades regionais.



Acesse o estudo AQUI:





 
 
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