Estudo aponta viabilidade do hidrogênio a partir de excedentes eólicos em Santa Catarina
- REDAÇÃO H2RADAR
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Um estudo acadêmico analisa o potencial energético e a viabilidade econômica da produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono em Santa Catarina, a partir da geração excedente estimada de usinas eólicas, seguida de sua reconversão em eletricidade por meio de células a combustível. Em um contexto global ainda fortemente dependente de combustíveis fósseis — responsáveis por cerca de 80% do consumo de energia primária e por elevados níveis de emissões de gases de efeito estufa —, o trabalho se insere no debate sobre soluções capazes de conciliar segurança energética, descarbonização e aproveitamento eficiente de fontes renováveis intermitentes.
Excedente eólico, métricas econômicas e horizonte de longo prazo
A pesquisa desenvolveu uma metodologia para estimar a quantidade de hidrogênio que poderia ser produzida no estado utilizando excedentes de geração eólica, hoje subaproveitados em determinados períodos. Dois cenários foram avaliados: no primeiro, com uma hora diária de excedente energético, a produção estimada alcança cerca de 110 mil kg de hidrogênio por mês; no segundo, com duas horas de excedente, esse volume dobra, chegando a aproximadamente 220 mil kg mensais. A reconversão desse hidrogênio em eletricidade permitiria gerar entre 1,9 milhão e 3,9 milhões de kWh por mês, respectivamente. Do ponto de vista econômico, o estudo calcula um custo nivelado de produção do hidrogênio e da eletricidade reconvertida compatível com projetos de transição energética de longo prazo, resultando em uma taxa interna de retorno próxima de 3% e payback em torno de 15 anos, dentro de um horizonte de 20 anos.


