Pesquisa da UnB avança na produção de hidrogênio com novos materiais catalíticos
- 16 de mar.
- 2 min de leitura

Avanços científicos desenvolvidos na Universidade de Brasília (UnB) indicam um caminho promissor para tornar a produção de hidrogênio mais eficiente e economicamente viável. Um projeto conduzido no Instituto de Física da universidade, com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, investiga o uso de filmes finos baseados em materiais bidimensionais como catalisadores para a eletrólise da água — processo que separa hidrogênio e oxigênio utilizando eletricidade proveniente de fontes renováveis. A iniciativa recebeu investimento de cerca de R$ 179 mil por meio do edital Demanda Espontânea da fundação, voltado ao fortalecimento da pesquisa científica e tecnológica em estágios iniciais de maturidade.
Nanotecnologia e novos catalisadores podem reduzir custos do hidrogênio de baixa emissão de carbono
Coordenado pelo físico Jorlandio F. Felix, o projeto busca alternativas aos catalisadores tradicionais baseados em platina, metal raro e de alto custo. A equipe trabalha com filmes ultrafinos produzidos a partir de materiais bidimensionais como dissulfeto de molibdênio (MoS₂) e dissulfeto de tungstênio (WS₂), cujas propriedades eletrônicas e químicas favorecem reações de evolução de hidrogênio. Um dos destaques do estudo é a técnica de Esfoliação Mecânica Automática (AME), sistema automatizado que deposita camadas microscópicas desses materiais com controle preciso, garantindo reprodutibilidade — um dos maiores desafios da nanotecnologia aplicada.

Além de ampliar o conhecimento científico, o projeto contribui para formar recursos humanos especializados e fortalecer a infraestrutura de pesquisa, posicionando o Distrito Federal como polo emergente em nanotecnologia e hidrogênio. Caso as aplicações avancem para estágios tecnológicos mais elevados, os resultados poderão abrir caminho para dispositivos energéticos mais eficientes e para a criação de um novo segmento industrial ligado à economia do hidrogênio no Brasil.
O mecanismo foi patenteado sob o número BR1020240157060, consolidando o avanço tecnológico desenvolvido no Distrito Federal.



