Brasil cria Centro Nacional de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono com investimento de R$ 60 milhões
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O Brasil deu mais um passo estratégico para consolidar sua posição na economia global do hidrogênio de baixa emissão de carbono com o anúncio da criação do Centro de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, que terá sede na Universidade Federal do Paraná (UFPR). A iniciativa, coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contará com investimento de R$ 60 milhões provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O novo centro nasce com a missão de integrar ciência, indústria e inovação para acelerar o desenvolvimento de tecnologias nacionais capazes de impulsionar a transição energética e fortalecer a competitividade do Brasil em um dos mercados mais promissores das próximas décadas.

Plataforma nacional de inovação conecta pesquisa, indústria e empreendedorismo tecnológico
A nova unidade atuará como um ecossistema de inovação aberta, reunindo universidades, institutos de pesquisa, laboratórios, startups e empresas em torno do desenvolvimento de soluções para toda a cadeia de valor do hidrogênio de baixa emissão de carbono. Entre as áreas prioritárias estão tecnologias para produção, armazenamento, transporte, segurança operacional e aplicações industriais do hidrogênio, além da implantação de plantas-piloto destinadas à validação e escalonamento de novos processos tecnológicos. Essa estrutura permitirá reduzir riscos de inovação, acelerar a maturidade tecnológica de produtos e ampliar a transferência de conhecimento para o setor produtivo, fortalecendo a capacidade brasileira de desenvolver tecnologias estratégicas com elevado conteúdo nacional.
O Centro conta com a participação de três importantes estruturas de pesquisa da UFPR:
🌱 NPDEAS — Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia Autossustentável
⚗️🧱 LABMATER — Laboratório de Materiais e Energias Renováveis
🧪⛽ LACTA — Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes Automotivos
A proposta reúne mais de 15 anos de competências acumuladas pela UFPR e adota uma abordagem multirrotas, considerando diferentes tecnologias, matérias-primas e potencialidades regionais para a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono.

Além da pesquisa aplicada, o Centro de Competência terá papel decisivo na formação de recursos humanos altamente especializados e na promoção do empreendedorismo tecnológico. A iniciativa prevê a capacitação de pesquisadores, engenheiros e lideranças técnicas, bem como o estímulo à criação de startups, spin-offs e novos negócios baseados em hidrogênio de baixa emissão de carbono. Integrado à Iniciativa Brasileira do Hidrogênio e ao Sistema Brasileiro de Laboratórios de Hidrogênio (SisH2-MCTI), o centro reforça a estratégia nacional de transformar conhecimento científico em inovação industrial.

O Professor Helton Alves, Coordenador, declarou acerca da criação do Centro de Competência EMBRAPII em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono: “Tivemos um processo seletivo muito disputado e conduzido com seriedade. Deixo aqui meus cumprimentos à EMBRAPII e ao MCTI, principalmente, pelo trabalho excepcional que têm feito. Vale registrar também o papel fundamental do Ministério da Fazenda e do MME. Tomamos como base na proposta da UFPR, o caráter multirrota envolvido na produção de hidrogênio. Com isso, pretendemos atuar na fronteira do conhecimento no desenvolvimento de tecnologias nacionais, em parceria com uma associação empresarial que será criada, de forma a valorizar o que o Brasil tem de melhor, considerando as particularidades de cada região. Agradeço também pelo apoio de diversas instituições e empresas, que aderiram à proposta submetida”.
Ao articular governo, academia e setor produtivo em um ambiente colaborativo, o Brasil fortalece sua capacidade de desenvolver tecnologias próprias, reduzir dependências externas e posicionar-se como protagonista na construção de uma economia de baixo carbono baseada em inovação, soberania tecnológica e geração de valor agregado.



