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Hidrogênio pode consolidar o Brasil como potência da descarbonização energética

  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

O hidrogênio de baixa emissão de carbono desponta como um dos principais vetores da transição energética global, e o Brasil reúne condições técnicas, econômicas e naturais para ocupar posição de destaque nesse mercado. Estudo assinado pelos pesquisadores Pedro Henrique Rosan Silva e Victor Hugo Souza de Abreu, aponta que a complementaridade entre as fontes solar e eólica pode ampliar a eficiência da produção de hidrogênio por eletrólise e contribuir para tornar o país competitivo na nova economia de baixo carbono.



Integração entre renováveis, competitividade e segurança regulatória


A análise dos Complexos Chafariz e Luzia indica que projetos integrados de geração renovável podem alcançar elevada viabilidade técnica, com custo nivelado de produção de hidrogênio estimado em US$ 2,70 por quilograma. O estudo destaca que a combinação entre energia solar e eólica reduz os efeitos da intermitência das fontes renováveis, proporcionando maior estabilidade ao fornecimento de eletricidade e melhores condições operacionais para os eletrolisadores. Nesse cenário, o hidrogênio pode atuar simultaneamente como combustível, insumo industrial e instrumento de armazenamento de energia, com potencial para apoiar a descarbonização de setores como transporte, indústria pesada e produção de fertilizantes.


Os autores ressaltam, porém, que a transformação desse potencial em liderança global dependerá da consolidação de políticas públicas, infraestrutura e segurança jurídica. A Lei nº 14.948/2024, que estabeleceu o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, representa um avanço institucional relevante, ao criar bases para incentivos, pesquisa e desenvolvimento da cadeia produtiva. Para que o Brasil converta sua abundância de recursos renováveis em vantagem competitiva duradoura, o desafio agora é avançar nas regulamentações complementares, atrair capital e estruturar parcerias estratégicas capazes de transformar o hidrogênio verde em um novo eixo de desenvolvimento econômico, industrial e ambiental.



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