Santa Catarina projeta transição energética estrutural com avanço do hidrogênio
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Um estudo recente publicado na Revista Produção Online lança luz sobre um dos processos mais complexos e estratégicos da economia brasileira: a transição sociotécnica do setor energético na região carbonífera de Santa Catarina. Tradicionalmente ancorada na exploração do carvão mineral, a região enfrenta agora uma inflexão histórica impulsionada por pressões climáticas, inovação tecnológica e novas diretrizes regulatórias, que reposicionam o hidrogênio de baixa emissão de carbono como alternativa central para o futuro energético.
Entre resistência estrutural e inovação, a transição segue trajetória gradual até 2055
A pesquisa analisa a reconfiguração do sistema energético, evidenciando que a substituição do carvão pelo hidrogênio não ocorre de forma linear, mas como um processo evolutivo e multifacetado. No curto prazo (2025–2035), políticas públicas e incentivos financeiros tendem a tensionar o modelo vigente, abrindo espaço para projetos-piloto de hidrogênio.
Na fase intermediária (2035–2045), a maturação tecnológica e a redução de custos devem catalisar a migração de investimentos e a reestruturação — ou desativação — de ativos termelétricos. Já no horizonte de longo prazo (2045–2055), o hidrogênio desponta como vetor dominante, acompanhado pela adaptação das cadeias produtivas, requalificação da força de trabalho e redução consistente das emissões. O estudo reforça que transições sociotécnicas extrapolam a dimensão tecnológica, envolvendo mudanças em marcos regulatórios, práticas industriais e dinâmicas sociais.



