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CNI lança plataforma de inteligência para orientar indústria na nova economia verde

há 21 minutos
2 min de leitura

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede de Observatórios do Sistema Indústria e com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou a Plataforma de Economia Verde Brasil (PEV Brasil), ambiente digital concebido para concentrar informações estratégicas sobre a transição para uma economia de baixo carbono. A iniciativa reúne 78 indicadores e mais de 450 variáveis de análise, além de estudos, documentos de referência, políticas públicas, planos governamentais, roteiros de descarbonização e pesquisas científicas. Ao organizar esse conjunto de informações em um único ambiente, a plataforma pretende apoiar empresas, pesquisadores e formuladores de políticas na compreensão das transformações regulatórias, tecnológicas e econômicas que começam a redefinir a competitividade da indústria brasileira.



Dados, regulação e simuladores aproximam transição ecológica da estratégia empresarial


Um dos diferenciais da PEV Brasil é transformar a agenda ambiental em instrumento de inteligência econômica e industrial. A plataforma acompanha tendências capazes de afetar custos, investimentos, cadeias produtivas e acesso aos mercados, incluindo a expansão da precificação de carbono, requisitos de mensuração e redução de emissões, logística reversa e novas exigências ambientais aplicáveis ao comércio exterior. Os conteúdos também buscam preparar as empresas para o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e para mecanismos internacionais como o CBAM europeu. Simuladores permitem ainda testar trajetórias tecnológicas e políticas industriais e estimar seus possíveis impactos sobre as emissões de CO₂ de segmentos intensivos em carbono, como ferro, aço, alumínio e cimento.


Desenvolvida com participação de observatórios da FIEC e da FIEP e de grupos acadêmicos da UFPR e UTFPR, a iniciativa procura funcionar como ponto de convergência do ecossistema brasileiro de transição ecológica, aproximando ciência, indústria e políticas públicas. A proposta ganha relevância diante da crescente incorporação dessa agenda ao planejamento empresarial: pesquisa da CNI divulgada em 2025 apontou que cerca de 70% dos empresários brasileiros consideram a bioeconomia importante para o futuro da indústria, sinalizando que sustentabilidade, inovação e competitividade estão se tornando dimensões cada vez mais interdependentes da estratégia industrial.



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