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GWM projeta R$ 20 milhões em vendas de caminhões a hidrogênio no Brasil após primeiro abastecimento com hidrogênio de baixa emissão na Bahia

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

A mobilidade pesada movida a hidrogênio deu um importante passo no Brasil com o primeiro abastecimento de um caminhão da GWM Hydrogen powered by FTXT utilizando hidrogênio verde produzido no Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, instalado no SENAI Cimatec Park, em Camaçari (BA). O marco inaugura uma nova etapa da estratégia da empresa no país, que passa da fase de demonstração tecnológica para as primeiras negociações comerciais. Com projeção de faturar R$ 20 milhões em 2026 e alcançar R$ 200 milhões em 2027, a GWM consolida o Brasil como sua principal plataforma internacional para expansão das tecnologias de hidrogênio fora da China.



Brasil torna-se plataforma estratégica para a mobilidade a hidrogênio na América Latina


O primeiro abastecimento do caminhão com hidrogênio de baixa emissão de carbono produzido localmente representa muito mais do que um teste operacional. O veículo passa agora a ser avaliado em condições reais de uso, acumulando mais de 1.000 quilômetros de operação dentro do complexo tecnológico do SENAI Cimatec. Os ensaios permitirão validar aspectos como autonomia, eficiência energética, desempenho operacional e infraestrutura de abastecimento, utilizando combustível renovável gerado por eletrólise da água na própria planta piloto. Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, a integração entre produção de hidrogênio, infraestrutura e veículo cria um ambiente único para acelerar o desenvolvimento da mobilidade sustentável no país.


A confiança da companhia no mercado brasileiro está apoiada na experiência consolidada da FTXT na China, onde mais de 2.000 caminhões movidos a célula a combustível já operam em aplicações comerciais, incluindo logística, transporte pesado e serviços urbanos. No Brasil, além da comercialização de novos veículos, a empresa aposta no retrofit de caminhões a diesel, convertendo frotas existentes em veículos elétricos movidos por hidrogênio.


A estratégia reduz custos de renovação da frota, acelera a descarbonização do transporte de cargas e minimiza um dos principais desafios do setor: a limitada infraestrutura nacional de abastecimento. Com autonomia de aproximadamente 500 quilômetros, potência de 544 cv, torque de 2.300 Nm e emissão exclusivamente de vapor d'água, o caminhão demonstra que a tecnologia já alcançou maturidade para aplicações comerciais, posicionando o Brasil como um dos mercados mais promissores para a expansão da economia do hidrogênio na América Latina.





 
 
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